Os mais de três mil tricolores que viajaram a Buenos Aires para ver
o Fluminense na Bombonera tiveram muito o que comemorar na noite desta
quarta-feira. O Tricolor se impôs no mítico caldeirão do Boca Juniors e
venceu por 2 a 1, gols de Fred e Deco. Somoza marcou para os donos da
casa, que viram cair por terra uma série invicta de 36 partidas.
Com o resultado, o Fluminense disparou na liderança do Grupo 4 da
Libertadores, com seis pontos. O Boca ocupa a terceira posição, com um
pontinho. O time argentino fica à frente do lanterna Zamora-VEN, que
também soma um ponto, por ter melhor saldo de gols. Na terceira rodada,
o Tricolor recebe o Zamora. O jogo será disputado na próxima
quarta-feira, no Engenhão. O Arsenal, segundo colocado (três pontos),
recebe o Boca no mesmo dia, em Sarandi.
O Fluminense entrou em campo basicamente com a formação que lhe
rendeu sua melhor atuação no ano, na final da Taça Guanabara, contra o
Vasco. A única mudança foi a escalação de Digão na vaga de Leandro
Euzébio, suspenso. Thiago Neves, que chegou a ser dúvida por causa de
um desconforto na coxa direita, foi titular e teve atuação abaixo do
normal. Quando a bola rolou, o que se viu foi o time Tricolor muito bem
postado, ocupando espaços e não deixando o Boca Juniors tocar a bola
com objetividade.
Flu sai na frente
No Boca, o xerife Schiavi ficou no banco de reservas. Ele acaba de
se recuperar de um problema de joelho e não estava em totais condições
para atuar de início. A defesa do Boca, exaltada neste início de 2012
por não ter sofrido gol em quatro jogos do Campeonato Argentino, não
mostrou a solidez de costume.
O time argentino, apesar de ter mais posse de bola, encontrou muita
dificuldade para oferecer perigo ao Flu. Mesmo adotando postura
fechada, praticamente só com Fred à frente, o Tricolor procurava sair
na boa e não demorou a abrir o marcador. Aos 9 minutos, Deco bateu
falta da intermediária, em elevação para a área, e Fred subiu no meio
da defesa xeneize para cabecear para a rede. O goleiro Orión ainda
tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol.
Riquelme, craque do Boca, foi muito bem marcado por Diguinho e
Valencia ao longo da primeira etapa. O time do Flu, como um todo,
portou-se bem nos 45 minutos iniciais, exceção feita a alguns lances de
Carlinhos, que parecia estar nervoso. A primeira boa chegada do Boca se
deu apenas aos 17 minutos, em cobrança de falta de Riquelme que saiu à
esquerda de Cavalieri com certo perigo.
A torcida do Boca, como de costume, não parou de cantar. No
entanto, o time, que terminou o primeiro tempo com 58% de posse de
bola, só ofereceu motivos para empolgação a partir dos 43 minutos. Numa
saída de bola do Flu, Fred tentou um corta-luz perto do círculo central
e acabou por oferecer a bola a Insuarralde. O volante avançou e soltou
a bomba de fora da área. Cavalieri fez boa defesa, para o lado.
Santiago Silva pegou o rebote e obrigou o goleiro a uma nova defesa
difícil. O perigo não foi afastado e Riquelme, do bico direito da área,
soltou mais uma bomba e Cavalieri voou para mandar a escanteio. Na
cobrança, mais blitz xeneize, e Cavalieri voltou a salvar o Flu por
duas vezes.
Boca iguala no início da etapa final
Na volta para o segundo tempo, o Boca veio com tudo e não demorou a
empatar. Logo com um minuto, Riquelme bateu falta com perfeição. A bola
bateu no pé da trave, voltou no corpo de Cavalieri e ficou limpa para
Somoza, que estufou a rede.
O gol não fez o Fluminense se desesperar. O time das Laranjeiras
seguiu cumprindo sua meta e manteve-se fechado, buscando oportunidades
para sair na boa. Aos 10 minutos, a chance surgiu, e o Flu não
desperdiçou. Cavalieri bateu tiro de meta e Fred, na intermediária,
desviou de cabeça. A bola chegou até a Wellington Nem, que avançou pela
ponta esquerda, entortou Caruzo e cruzou na medida para Deco. O camisa
20 pegou de primeira e venceu o goleiro Orión: 2 a 1.
Novamente em vantagem, o Fluminense passou a se lançar um pouco
mais ao ataque, muito porque o Boca começou a oferecer mais espaços. Os
dois times criaram chances. Santiago Silva perdeu de cabeça para os
donos da casa, Valencia, também pelo alto, quase fez para o Flu.
Riquelme passou a aparecer mais no jogo e incomodou Cavalieri com chute
da entrada da área.
A partir dos 20 minutos, os dois técnicos começaram a mexer nas
equipes. Julio Cesar Falcioni tentou deixar o Boca mais ofensivo:
primeiro, tirou o volante Rivero para a entrada do meia Chávez. Depois,
o meia Erviti deu lugar ao atacante Lugo. No lado do Flu, Abel tirou o
lateral Bruno, com cãibras, e lançou Jean. Depois, sacou Thiago Neves,
que teve atuação abaixo da média, para colocar Rafael Sobis.
Pressão no fim
Daí em diante, o que se viu foi o Boca tentando o ataque, mais na
base da raça do que do bom futebol, e o Fluminense explorando os
contragolpes. O jogo ficou mais aberto. Santiago Silva teve a chance de
empatar, após bobeada de Deco na saída de bola, mas mandou para fora.
Deco, por sinal, caiu no campo aos 37 minutos e pediu para sair. O
meia deu lugar a Edinho. No Boca, ao mesmo tempo, Mouche deu lugar a
Sergio Araujo. O jogo seguiu com pressão do Boca até os minutos finais.
Aos 47, Digão se jogou numa bola chutada por Riquelme e salvou um gol
que parecia certo. O Boca pediu pênalti, alegando que a bola bateu no
braço do zagueiro, mas o árbitro Carlos Amarilla deu apenas escanteio.
No fim, o Fluminense assegurou um grande resultado na Bombonera.
do Globoesporte





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