4 de fev. de 2012


Subiu para 28 o número de homicídios registrados nessa sexta-feira em meio à greve de policiais militares em Salvador, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Com os óbitos da quarta (sete) e da quinta (13), além de mais um já registrado no início da madrugada deste sábado, já chega a 49 o total de vítimas fatais desde o dia seguinte ao início da greve da PM, no dia 31 de janeiro.
Apenas em Pituaçu, na sexta, foram mortas quatro pessoas de identidade ignorada. Também foram registrados homicídios em Ipitanga, Sete de Abril, Engomadeira, Madre de Deus, Jaguaribe, Bom Juá, Vila Canária e Liberdade. Do total de mortos, sobre mais da metade (26) não há informação sobre identidade ou idade.
O número de homicídio encabeça uma série de ocorrências que, segundo os relatos disponíveis até o momento, compõem um quadro de caos e insegurança na capital baiana. Há informações sobre saques em estabelecimentos comericiais de diversos pontos da cidade. A Polícia Militar prendeu oito pessoas que arrombaram uma loja de eletroeletrônicos na Baixa dos Sapateiros. Outros três foram presos ontem à tarde, suspeitos de realizar arrastões no Vale das Pedrinhas. Boatos de assaltos na região do Rio Vermelho assustaram moradores e comerciantes da região. O comércio fechou as portas, inclusive a loja do Bompreço, que fica no bairro.
Neste sábado, Salvador amanheceu com tropas da Polícia do Exército em alguns bairros. Militares do Batalhão fizeram blitz na Avenida Manoel Dias, na Pituba, nas ruas do fim de linha da Barroquinha, além da região do Comércio e do Centro Histórico da capital. Ontem, a capital da Bahia contou ainda com a chegada de 150 homens da Força Nacional de Segurança. Além disso, 250 fuzileiros navais da Marinha foram acionados para garantir a segurança de portos e terminais de embarque. A Força Aérea Brasileira (FAB), por sua vez, designou cerca de 400 militares para cuidar do funcionamento regular dos aeroportos públicos em todo o Estado.
A Bahia tem cerca de 10 mil policiais militares em greve. A categoria reivindica a criação de um plano de carreira, pagamento da Unidade Real de Valor (URV), adicionais de periculosidade e insalubridade, gratificação de atividade policial incorporada ao soldo e anistia, revisão do valor do auxílio alimentação e melhores condições de trabalho, entre outros pontos.
Na quinta-feira, a Justiça baiana concedeu uma liminar decretando a ilegalidade da greve dos policiais militares e determinando que a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra - BA) suspenda o movimento grevista. A decisão deveria ser cumprida de imediato, sob pena de multa de R$ 80 mil, por cada dia de paralisação.

do Portal Terra.

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